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Estratégia Corporativa nas Redes Sociais – entrevista para a Information Week

July 8th, 2010

Essa semana dei uma entrevista para a Information Week sobre Estratégia Corporativa nas Redes Sociais, abaixo está a entrevista na integra.

1. Quais as principais plataformas para construção de redes sociais próprias?

Site Ning (baixa personalização e custo) e Software Livre Elgg (alta personalização e custo)

2. Qual é, na sua opinião, a melhor forma de as empresas aproveitarem cada uma dessas redes sociais para impulsionar sua estratégia corporativa.
A melhor forma de usar essas redes sociais é atrair as pessoas através da “causa” da empresa. Isso é, o propósito para o qual ela existe, o grande problema que ela resolve. Isso significa, que a empresa precisa ter um posicionamento diferenciado, porém se ela oferece um commodity,  oferecer um “relacionamento consultivo” pode ser a solução, nesse caso os especialistas da empresa ajudariam as pessoas a escolher o melhor produto / serviço ou a melhor forma de usá-lo.
Em ambos os casos a empresa ter a cultura de redes sociais é fundamental, ter a equipe atuando na comunidade e os gestores percebendo a comunidade como uma fonte de insights para a organização.


2.A – O quê de recursos uma estratégia em cada uma dessas redes demandaria Facebook, LinkedIn, Twitter, Youtube, Plaxo,Flickr, Orkut,Foursquare,Formspring (mais banda? Profissionais dedicados? Etc?)

As redes não tem qualquer importância, são apenas plataformas. Dependendo de cada empresa e de cada estratégia, pode-se usar de forma absolutamente diferente cada plataforma. Esse é um nível tático, que até pode mudar bastante ao longo do tempo.
O que realmente importa, é o quanto a empresa quer realmente pensar e atuar no modelo de “rede social”, com essa decisão tomada tudo flui, mesmo com restrição de recursos. Em contrapartida, não basta todos recursos do mundo se a empresa quer ter redes sociais por “ter” ou para “aparecer”. Nesse caso, os resultados se darão apenas no curto prazo e ainda pouco relevantes para o negócio.

Não existe certo e errado para ferramentas sociais, mas sim para a postura diante das redes sociais (ferramentas). Quando se pensa em não criar relacionamentos há pouca eficiencia e muitos riscos, logo duas estratégias  de pouco impacto real para o negócio é (1) fazer tweet ou post pago e (2) fazer promoção baseada em retweet para ganhar prêmio.

3. o que as empresas JAMAIS deveriam fazer em cada uma dessas redes sociais?
Deve jamais fazer uma atuação 2.0 com uma estrutura 1.0 da empresa, isso é com uma  cultura, politica e processos do paradigma hierarquico e voltado ao comando e controle, com viés de ROI como unica finalidade.

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Minha participação como palestrante de Redes Sociais na UNG

May 27th, 2010

Fiz uma palestra nesse mês na UNG em Guarulhos sobre como será a nova comunicação em um mundo em que as Mídias Sociais ganham têm cada vez mais destaque.

Além do novo paradigma, eu também abordei a falta no mercado por profissionais de comunicação que saibam ou pelo menos sejam interessados e atualizados quanto a Redes Sociais. E isso é uma enorme oportunidade para quem está na faculdade procurando por uma boa oportunidade.

Me surpreendeu a qualidade das perguntas ao final da palestra, questões muito interessantes como:

“Poderemos usar os conhecimentos de hoje na Era das Redes Sociais?”

“Por que tem tão poucos profissionais disponíveis para trabalhar em Mídias Sociais?”

“Quando deve-se usar Mídias Sociais sozinha e quando fazer um mix com outras midias?”

Abaixo, a apresentação realizada.

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O verdadeiro resultado das mídias sociais para os negócios

March 17th, 2010

Recentemente fui entrevistado pela Exame TV (veja no vídeo abaixo no 2m30s), canal de TV na web da Revista Exame. Nesse tipo de entrevista normalmente falamos uns 30 minutos para apenas uma pequena parte da conversa ir ao ar (30 segundos normalemente)!

Nessa matéria fiquei muito feliz por a parte escolhida ser justamente um dos fatores mais importantes das Mídias Sociais. O fato dos resultados das ações nas Redes Sociais virem a longo prazo. O retorno rápido até pode acontecer, mas apenas quando se tem sorte (algo que viraliza sem sabermos ao certo porque aconteceu) ou em ações sem nenhuma preocupação ética (como pagar blogueiros e twitteiros para falar sobre a marca).

E esse é o atual desafio das organizações! Por um lado as empresas vivem em uma cultura imersa no ROI (projetos sempre submetidos a avaliação do retorno financeiro) e uma pressão constante para se obter resultados no curto prazo para que no próximo minuto a empresa valorize alguns centavos na bolsa de valores. Ao mesmo tempo os hábitos de se comunicar das pessoas estão mudando para o meio digital, onde a força está no relacionamento e na comunicação de duas vias. Nesse paradoxo, temos que criar uma nova cultura corporativa que não fique apenas bitolada no ROI (isso é, o use esse critério com parcimônia), como também os projetos de Redes Sociais sejam profissionalizados e tenham indicadores que possam ser acompanhados e geridos.

Vídeo sobre o case da Skol nas Mídias Sociais e meu comentário ao final

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Agência de Publicidade ou Relações Públicas desenvolve mídias sociais de uma empresa – V Newscamp

June 19th, 2009

Estive em Abril no V Newscamp, organizado pela Ceila Santos. Para mim foi muito difíci participar já que o formato adotado é o de “desconferência” onde todas as pessoas tem o mesmo poder e autoridade para falar. O que na teoria e utopia democrática é muito bonito, na prática em vez de todos participarem quem tem mais fôlego e fala mais alto acaba prevalecendo. Assim, ao tentar superar o modelo de um só palestrante falando, chega-se ao de um palestrante aleatório em que todos tem que contar com a sorte de dizer coisas bacanas. Assim, ainda acredito em um modelo mais aberto só que a ajuda de uma moderação para que se realize a verdadeira democracia e colaboração de todos.

Fiquei apenas uma hora, mas nessa hora deu para ouvir muitas coisas legais. É raro estar na presença de tanta gente que não estranha quando falamos detalhes de mídias sociais. A maioria das pessoas dali eram de agência de relações públicas. E o principal tema era: “Qual é o papel da Agência de Publicidade X Relações Públicas na estratégia de mídias sociais de um empresa?”. A questão que deve gerar confusão até para muitas empresas ao escolher um fornecedor foi colocada como o papel da Agência de Publicidade é nas ações de “gerar venda” e a de relações públicas nas de “proteger a marca”.

Essa visão não foi unanimidade e o debate se arrastou por mais de uma hora. A questão é: Será que as agências sempre executaram um determinado serviço e agora com as mídias sociais deve-se apenas transportá-lo para esse novo meio? A verdade é que as mídias sociais não são uma evolução, mas uma revolução, um novo paradigma. Ao tentar usar as estratégias “unidirecionais” e compartimentadas de relações publicas, publicidade, atendimento e RH como coisas distintas e desintegradas, perde-se totalmente o principio básico da web 2.0 que são as conversações e a colaboração. Afinal esses tem que se realizar de forma integrada e não parte da empresa ou parte de um processo.

O desafio para as agências é se integrarem com a cultura da empresa e passarem a ter um papel mais estratégico, sem isso será sempre uma eterna briga de agência X cliente. E parece que pouco impacta o histórico de RP ou de Publicidade do fornecedor, mas sim o comprometimento com a missão e os objetivos estratégicos da empresa, muito mais do que uma demanda pontual.

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Midia Sociais e Web 2.0: o milagre no Marketing e Publicidade sem Investimento

June 18th, 2009

As redes sociais são vistas por muitas empresas como o “milagre do marketing”, algo que se investe nada (afinal criar um blog no Blogger ou um Twitter é de graça) e se obtém um enorme retorno já que todos twitteiros e usuários da web vão lê-los loucamente. Porém, a realidade não é bem assim.

A Web 2.0 e as mídias sociais (Orkut, Youtube, Blogs, Orkut e etc) têm sim um enorme potencial para melhorar as empresas e trazer enormes resultados. No entanto, não se trata (pelo menos por enquanto) do “milagre do marketing”! Sim, ainda para conseguirmos divulgar uma marca precisamos investir dinheiro e mais do que isso, pensar e planejar, isso significa: ter estratégia! Ou seja a frase “o sucesso é 99% transpiração e 1% inspiração” continua verdadeira, mesmo em épocas de grandes avanços tecnológicos.

Fazer branding, criar relacionamento ou gerar vendas nas Mídias Sociais está mais do que comprovado que é possível nas mídias sociais como a Dell e a Zappos fizeram. Entretanto para fazer isso é necessário esforço e dedicação, como:

  • um razoável investimento (proporcionamente muito menos que o Marketing tradicional, mas é significativo). A Tecnisa tem um profissional (e não é um estagiário) dedicado full-time  às Mídias Sociais
  • uma estratégia muito bem definida e bem implementada. A Dell vem desenvolvendo seu twitter que gerou 1 milhão de dólares há meses, não foi para a a campanha do mês ou para bater a meta da semana que foi criado esse espaço
  • uma cultura de participação / colaboração na empresa. A Zappos tem mais de 400 funcionários twittando em nome da empresa

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