Duas semanas atrás dei uma entrevista para a Revista Meio & Mensagem sobre o desafio dos políticos que irão entrar em campanha ano que vem, com a provável liberdade para uso da web e suas conseqüências. Na reportagem foram usado partes dessa entrevista, aqui você lê na íntegra.
1 – Qual o significado dessa abertura no uso de redes sociais nas campanhas eleitorais para o meio internet como mídia?
A principio pouco, pois se tem a expectativa de que os políticos não faram um bom uso. Parece que teremos mais McCain´s do que um Obama. Somente no caso de sucesso e bom uso da web poderia ser mais uma amostra do poder da Internet para as organizações, agências e mesmo os políticos.
2 – E para a política e democracia brasileiras?
Será um enorme ganho, poderemos enfim estar na era jurássica da comunicação por opção e não por obrigação (como a lei que proíbe o uso da Internet).
3 – Acredita que o Brasil goza de maturidade suficiente para usar a rede com responsabilidade?
Sim porque na Web é inevitável a transparência. Podem pagar blogueiros ou fazer qualquer coisa anti-ética que será um tiro no pé. Nas redes sociais não adianta ter “costas quentes”, a única proteção é a Ética.
4 – Dentro das agências há experiência e conhecimento suficientes para utilizar a internet a favor dos candidatos?
Relativamente baixo. Fazer banner na Internet é tido por muitas agências como uma revolução na publicidade. O perfil do profissional das agências está muito longe de um fundador de uma rede social, como o responsável pela campanha online do Obama (no caso, o co-fundador do Facebook) que pensa muito mais na relevância e estratégia de ações do que em hypes criativos.
5 – Qual a melhor maneira de usar as redes sociais em campanhas?
É criar espaços na web, em que estimulem os usuários a se engajarem na campanha. Isso é, permitir a eles ferramentas de divulgação, assim como canais nas redes sociais com interação ativa e pessoal. Outro aspecto extremamente importante é a qualidade no aspecto do marketing do candidato, não adianta ser um “picolé de chuchu” e ter a melhor estratégia do mundo… precisa ser um Obama, primeiro negro com chances reais, legal e com uma proposta política diferente da que tem falhado.
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